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A segunda etapa do campeonato será realizado no próximo final de semana (18/04), no Rio de Janeiro. Esta é a primeira vez que o Autódromo Internacional Nelson Piquet, mais conhecido como Autódromo de Jacarepaguá, recebe a categoria dirigida por Neusa Navarro Félix. Para a maioria dos pilotos, a expectativa de correr no circuito carioca é grande, já para outros, não será a primeira experiência, embora seja a estreia com caminhão. Há quem afirme que mesmo aqueles que ainda não conhecem o traçado não terão problemas nem impedimentos para obterem um bom desempenho.
É o caso do piloto da RM Competições e campeão duas vezes da Fórmula Truck, Felipe Giaffone, que afirmou já ter corrido no autódromo de Jacarepaguá. Explicou que o traçado exige freadas fortes e dificulta ultrapassagens, contribuindo para aumentar a competitividade entre as equipes. “As chances são as mesmas para os pilotos que conhecem o traçado e os que nunca andaram nesta pista, por conta do alto nível de profissionalismo que existe hoje na Fórmula Truck”, explica.
Atualmente, o circuito está praticamente abandonado, sem contar que a Cidade Maravilhosa irá sediar as Olimpíadas de 2016. O autódromo de Jacarepaguá está ameaçado de ser desativado e, caso a decisão se confirme, a área onde está localizada a pista será ocupada pela construção de um Centro Olímpico Nacional de Treinamento. Em 2007, o autódromo passou por intervenções em razão dos jogos Pan-Americanos e perdeu parte da pista (deixou de ter a Curva Norte - considerada uma das mais desafiadoras do local) para ceder espaço para a construção do Complexo Esportivo Cidade dos Esportes.
Beto Monteiro afirmou ter competido em Jacarepaguá antes da mudança na pista e garante estar animado para a prova. De acordo com o piloto, a equipe irá para a segunda etapa com o objetivo de participar do Top Qualifying – que define o pole position entre os oito pilotos mais rápidos no treino classificatório – e terminar a prova entre os dez primeiros.
Com dois títulos conquistados no circuito carioca na Fórmula 3 (2002 e 2003), o piloto Danilo Dirani, da DF Motorsport, acredita que poderá fazer uma boa corrida, embora não esteja tranquilo. “Competir com caminhão é completamente diferente de outros carros de corrida”, explica. Lembra que na época que correu no Rio de Janeiro a pista tinha trecho Norte e Sul, e agora só o Sul. “Esse fato também torna esse autódromo desconhecido para mim”, destaca.
Outro que tem boas lembranças de vitórias no Rio de Janeiro, época em que corria na Stock Car, é Adalberto Jardim, da Boessio/AJ5 Competições. Para o paulista, o circuito carioca é uma ótima pista, pois o fato de ser seletiva e dificultar as ultrapassagens resultará em uma prova nivelada. “Acredito que todas as equipes e a organização estão trabalhando para promover uma corrida inesquecível para este público, que esperou tanto tempo para ver de perto a Fórmula Truck”, opina.
Pedro Muffato, da Muffatão Racing, também demonstra ansiedade para a etapa do próximo final de semana. Assim como outros, o piloto já correu de Fórmula 3 na pista antiga e, de acordo com ele, se considera sem referência para o novo traçado. “Acredito que por ter vencido a primeira corrida da Fórmula Truck em Fortaleza/CE, um traçado com retas curtas e bastante curvas, posso repetir o bom desempenho no circuito carioca”, finaliza.
Publicação: 12/04/2010
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